Escolher o sutiã apenas pelo visual ou pelo tamanho habitual pode trazer consequências para a saúde. A fisioterapeuta Mariana Milazzotto alerta que, quando a peça não oferece sustentação adequada, o peso das mamas é mal distribuído e o corpo compensa com tensão nos ombros, pescoço e costas.
Desconforto não deve ser tratado como normal
Marcas profundas nas alças, sensação de aperto nas costelas e alívio imediato ao retirar o sutiã são sinais de que a peça está inadequada. Segundo a especialista, a dor não faz parte do uso regular do sutiã e não deve ser naturalizada, mesmo em mulheres com mamas volumosas.
Como o erro afeta o corpo
Quando a sustentação falha, a musculatura trabalha em excesso para compensar. Esse mecanismo pode resultar em rigidez, má postura e dor progressiva. A sobrecarga se intensifica em quem já possui tensão muscular acumulada, rotina sedentária ou maior peso mamário.
Sinais de escolha equivocada
- Alças que deixam marcas ou escorregam com frequência;
- Bojo que aperta ou sobra espaço;
- Faixa dorsal que sobe durante o uso;
- Sensação de peso excessivo nas mamas;
- Dor em ombros, pescoço ou costas ao final do dia.
Critérios para acertar na compra
- Faixa traseira firme e alinhada;
- Alças que sustentem sem pressionar os ombros;
- Bojo que acomode as mamas sem comprimir;
- Modelos reforçados para mamas volumosas;
- Peça que não limite a respiração nem provoque dor.
Milazzotto recomenda rever periodicamente o tamanho utilizado, já que alterações de peso, idade ou elasticidade do tecido podem exigir ajustes. Para a especialista, a funcionalidade deve prevalecer sobre a estética: um sutiã adequado distribui o peso, melhora a postura e reduz desconfortos ao longo do dia.
Imagem: EdiCase
Com informações de Catraca Livre