Servir laranja, abacaxi ou mamão como sobremesa faz parte da rotina de muitas famílias brasileiras, mas nutricionistas alertam que esse hábito nem sempre é favorável à digestão. Profissionais da área recomendam que as frutas sejam ingeridas antes ou algum tempo depois das refeições principais para evitar fermentação excessiva e sensação de estufamento.
O que acontece no estômago após a refeição
Logo após o almoço, o estômago inicia a quebra de proteínas, gorduras e carboidratos por meio de ácidos gástricos e enzimas. Esse processo intenso prepara os nutrientes para absorção no intestino.
Como a fruta interfere
Quando alimentos ricos em fibras e açúcares naturais entram nesse estágio, podem acelerar a fermentação, sobretudo em pessoas com digestão lenta. O resultado costuma ser aumento de gases e desconforto abdominal.
Por outro lado, frutas ricas em vitamina C — como laranja, acerola e tangerina — favorecem a absorção do ferro presente no feijão e em vegetais, motivo pelo qual ainda podem compor a sobremesa em pequenas porções.
Intervalo indicado
Segundo especialistas, o ideal é consumir frutas entre as refeições ou cerca de 30 minutos antes do almoço e do jantar. Outra possibilidade é esperar aproximadamente 1 hora após pratos mais pesados para evitar sobrecarga no sistema digestivo.
Frutas que mais geram desconforto
Banana madura, manga, melancia e uva apresentam altas concentrações de açúcares naturais e costumam aumentar a fermentação intestinal. Abacaxi e laranja tendem a ser melhor tolerados, mas o excesso pode desencadear azia em pessoas com gastrite ou refluxo.
Imagem: Carlos anoel Freires dos Santos
Evidências científicas
Pesquisas recentes indicam que comer fruta logo após a refeição não é prejudicial a todos; o efeito varia conforme quantidade, tipo de fruta e sensibilidade individual. Mesmo assim, adiar o consumo costuma melhorar o conforto digestivo e otimizar o aproveitamento de fibras, vitaminas e antioxidantes.
No dia a dia, ajustar o horário de ingestão das frutas pode reduzir gases, aliviar a sensação de peso no estômago e favorecer o funcionamento intestinal, sem abrir mão dos benefícios nutricionais do alimento.
Com informações de Catraca Livre
