Entre 11 e 17 de maio ocorre a Semana Mundial de Conscientização sobre o Sal, iniciativa voltada a informar a população sobre os riscos de ingerir o tempero em excesso. Utilizado diariamente para realçar o sabor dos alimentos, o sal é fundamental para o equilíbrio de líquidos no corpo e para o funcionamento de nervos e músculos. O problema surge quando a quantidade ultrapassa o recomendado, explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e Fellow da The Obesity Society (EUA).
Quanto é considerado seguro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia — cerca de uma colher de chá rasa, ou menos de 2.000 mg de sódio. Mesmo assim, a média global permanece entre 10 e 11 gramas diárias, mais que o dobro do limite.
Consequências do excesso
Ingerir sal acima do indicado eleva a pressão arterial, sobrecarrega os rins e aumenta a probabilidade de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Reduzir a ingestão é, portanto, medida essencial de saúde pública, reforça Ribas Filho.
Sete orientações para diminuir o sal no dia a dia
1. Controle da quantidade: acostume-se gradualmente a não ultrapassar 5 g por dia.
2. Prato mais natural: dê preferência a alimentos in natura ou minimamente processados. Ultraprocessados costumam ter muito sódio.
3. Olho no rótulo: compare marcas no supermercado e escolha as versões com menos sódio, mesmo em produtos que não parecem salgados, como alguns cereais matinais.
4. Saleiro fora da mesa: evitar acrescentar sal depois que o prato está servido facilita a adaptação do paladar.
5. Substituições saborosas: reduza o sal no preparo caseiro usando alho, cebola, salsa, coentro, louro, pimenta e outros temperos frescos; evite condimentos prontos.
6. Sal escondido: embutidos, caldos concentrados, molhos prontos, pães, biscoitos, snacks, macarrão instantâneo, refeições congeladas, queijos, enlatados e refrigerantes podem conter muito sódio.
7. Atenção aos grupos vulneráveis: hipertensos, idosos, pessoas com doenças cardiovasculares e crianças devem ser ainda mais cuidadosos.
Imagem: EdiCase
Sal não deve ser abolido
O especialista lembra que o sódio é necessário para regular o ritmo cardíaco, o volume sanguíneo, a contração muscular e a transmissão de impulsos nervosos, além de repor perdas pelo suor em atividades físicas. “Os problemas aparecem apenas quando a dose ultrapassa as necessidades do organismo”, conclui Ribas Filho.
Com informações de Catraca Livre