São Paulo – Pesquisadores da Universidade de Tóquio identificaram que o embranquecimento dos fios pode estar ligado a uma estratégia do organismo para conter a proliferação de células danificadas. O grupo examinou o comportamento das células-tronco dos melanócitos, responsáveis por gerar o pigmento que colore o cabelo, diante de lesões no DNA.
O que a pesquisa observou
Durante os testes, os cientistas notaram que, quando essas células acumulam determinados tipos de dano genético, elas interrompem o ciclo de renovação e deixam de originar novos melanócitos. Sem suprimento de melanina, o fio nasce branco ou acinzentado. Segundo o estudo, esse “freio” evita que células potencialmente perigosas continuem se multiplicando no folículo capilar.
Por que isso importa
Embora o surgimento dos grisalhos não represente proteção garantida contra doenças, os autores sugerem que ele pode indicar a ativação de um mecanismo biológico de contenção. Quando esse controle falha, células alteradas podem perseverar no crescimento, fenômeno relevante em pesquisas sobre melanoma e envelhecimento cutâneo.
Papel da melanina
A melanina é o pigmento que define tons castanhos, pretos, loiros ou ruivos. Com a produção reduzida, o cabelo reflete mais luz, adquirindo aspecto branco ou prateado. A falta de pigmento também costuma deixar os fios mais secos e ásperos, exigindo cuidados extras, como hidratação e proteção solar.
Imagem: Carlos anoel Freires dos Santos
Fatores que antecipam os fios brancos
- Predisposição genética
- Exposição solar intensa
- Tabagismo
- Deficiência de vitamina B12
- Estresse prolongado
O estudo ainda precisa de confirmação em testes clínicos com humanos, mas já oferece nova perspectiva sobre o envelhecimento capilar: em vez de mero sinal estético, o cabelo grisalho pode refletir processos internos de manutenção do equilíbrio celular.
Com informações de Catraca Livre
