Especialistas em endocrinologia, nutrologia e medicina integrativa listam sete medidas consideradas fundamentais para conservar os quilos eliminados após o tratamento com análogos de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. O alerta é de que, uma vez suspenso o medicamento, o corpo tende a retomar o apetite e o padrão metabólico anteriores, aumentando o risco de recuperar peso.
1. Ajustes na alimentação
A recomendação é reforçar a ingestão de proteínas e fibras, a fim de prolongar a sensação de saciedade e estabilizar a glicemia, explica a endocrinologista Deborah Beranger. A estratégia também ajuda a manter o efeito benéfico do GLP-1 sobre a microbiota intestinal, segundo a ginecologista Patricia Magier.
2. Retirada gradual do medicamento
Interromper o uso de forma brusca pode provocar fome excessiva. Magier sugere reduzir a dose aos poucos, durante algumas semanas, ou migrar para fármacos de meia-vida mais longa, como a tirzepatida, para tornar a transição mais suave.
3. Suplementação direcionada
Prebióticos e probióticos são apontados como aliados na manutenção dos resultados. A combinação, associada a uma dieta rica em fibras, favorece a produção de ácidos graxos de cadeia curta, contribuindo para o equilíbrio metabólico.
4. Relação equilibrada com a comida
Sentimentos de culpa após o consumo de doces ou outras preparações podem levar à perda de controle, adverte a nutróloga Marcella Garcez. Permitir pequenos prazeres comedidos torna a alimentação mais sustentável e reduz a chance de episódios de compulsão.
5. Acompanhamento frequente
Pesar-se regularmente e utilizar aplicativos de diário alimentar ajudam a identificar variações e a ajustar a rotina antes que o ganho de peso se consolide, afirma Garcez.
Imagem: EdiCase
6. Exercício físico constante
Atividades de força preservam a massa muscular e mantêm o metabolismo basal elevado, enquanto exercícios aeróbicos aumentam o gasto calórico total, observa Beranger.
7. Apoio comportamental e psicológico
Terapias cognitivas-comportamentais podem auxiliar na reeducação alimentar e na gestão do apetite. “A obesidade é uma doença crônica e multifatorial; o sucesso depende de abordagem multidisciplinar”, reforça Magier.
Com informações de Catraca Livre