O surgimento precoce de rugas de expressão está diretamente ligado ao estresse, à ansiedade e a hábitos faciais repetitivos, aponta o dermatologista Julian Fraga. De acordo com o especialista, a contração involuntária e constante da musculatura do rosto — intensificada por emoções como preocupação e irritação — transforma linhas dinâmicas em marcas permanentes ao longo do tempo.
Impacto do estresse na pele
Além da ação mecânica dos músculos, o estresse crônico eleva os níveis de cortisol, hormônio que favorece a degradação de colágeno e elastina. Esse processo acelera o envelhecimento cutâneo e torna as rugas mais visíveis, explica Fraga.
Áreas mais afetadas
Testa, glabela (entre as sobrancelhas) e região ao redor dos olhos concentram a maior parte dos movimentos faciais ligados às emoções. Nessas zonas, linhas inicialmente visíveis apenas durante a expressão podem tornar-se permanentes em poucos anos, principalmente se houver estresse contínuo, exposição solar intensa ou predisposição genética.
Hábitos cotidianos que agravam o problema
Segundo o dermatologista, cresce o número de pacientes com menos de 30 anos apresentando rugas de expressão. Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão:
- Uso prolongado de telas;
- Privação de sono;
- Franzir a testa ao se concentrar;
- Contrair a região entre as sobrancelhas em momentos de preocupação;
- Apertar os lábios ou tensionar a mandíbula;
- Semicerrar os olhos com frequência.
Tabagismo, exposição ao sol sem proteção e postura inadequada ao usar o celular também intensificam a formação de marcas, tanto pelo efeito mecânico quanto pela piora da qualidade da pele.
Prevenção e tratamento
Fraga recomenda uma estratégia multifatorial para retardar o aparecimento das rugas:
Imagem: EdiCase
- Uso diário de filtro solar para preservar o colágeno;
- Controle do estresse, prática de exercícios físicos e sono adequado;
- Conscientização sobre movimentos faciais repetitivos;
- Aplicação de dermocosméticos com antioxidantes e retinoides.
Quando as linhas já estão visíveis em repouso, o médico indica avaliação especializada. A toxina botulínica continua sendo o tratamento de referência para reduzir a contração muscular. Em casos específicos, podem ser associados lasers para melhorar a textura e estimular colágeno, bioestimuladores para firmeza e preenchimentos com ácido hialurônico.
Para Fraga, combinar procedimentos estéticos com a mudança de hábitos e o manejo do estresse oferece os melhores resultados e contribui para a saúde global da pele.
Com informações de Catraca Livre