No mês dedicado às mães, a Academia Brasileira do Sono (ABS) chama atenção para os riscos da falta de descanso adequado durante a gestação e nos primeiros anos de vida dos filhos. As médicas Andrea Bacelar, neurologista, e Tatiana Vidigal, otorrinolaringologista, alertam que o cansaço extremo pode comprometer o bem-estar físico, emocional e cognitivo das mulheres.
Veja os sete principais sinais de alerta
1. Irritabilidade frequente
O aumento do cortisol, hormônio ligado ao estresse, é comum quando a mãe dorme mal, favorecendo episódios de irritação e ansiedade.
2. Sensação de funcionar no “piloto automático”
Muitas mulheres relatam cumprir as tarefas diárias, mas com a energia comparável à de um celular quase sem bateria.
3. Falhas de memória e dificuldade de concentração
A privação crônica de sono interfere em atenção, memória e na capacidade de tomar decisões simples.
4. Cansaço persistente mesmo após repouso
Quando o sono é fragmentado por longos períodos, algumas horas extras de descanso não bastam para recuperar a energia.
5. Oscilações de humor
Noites maldormidas intensificam a sensação de sobrecarga e dificultam lidar com situações rotineiras.
Imagem: EdiCase
6. Ronco e apneia na gestação
Segundo a Dra. Tatiana Vidigal, esses distúrbios, sobretudo no último trimestre, exigem atenção porque podem oferecer riscos à mãe e ao bebê.
7. Despertares frequentes após o parto
Interrupções constantes do sono afetam não apenas o nível de fadiga, mas também o metabolismo e a saúde geral da mãe.
As especialistas explicam que o organismo da mulher passa por adaptações biológicas para aumentar a vigilância em relação ao bebê. O problema se instala quando a privação de sono se prolonga sem apoio adequado. Dividir responsabilidades, ajustar a rotina e buscar ajuda médica são medidas consideradas fundamentais para preservar a saúde mental, cognitiva e física das mães.
Com informações de Catraca Livre